Cia Ballet de Cegos completa 24 anos e ganha documentário

Ballet de Cegos
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Unseeing Swanes of São Paulo (Cisnes escondidos de São Paulo, em tradução livre) é o nome do documentário idealizado e dirigido por Andrea Oster, cineasta alemã, que criou um roteiro baseado em histórias reais de Fernanda Bianchini, fundadora da Cia Ballet de Cegos, Geyza (deficiente visual), primeira bailarina da companhia e professora da Associação Fernanda Bianchini (AFB),  e das alunas Poly (deficiente visual) e Lamis (deficiente física). O documentário irá ao ar em meados do segundo semestre de 2019, no programa 360º GEO Documentary, que faz parte da programação do canal ARTE, canal de TV a cabo Franco-Alemão, cuja programação é exibida em cerca de dez países da Europa. O filme terá uma versão curta de 45 minutos e outra de 52 minutos.

A cena final do documentário foi filmada dia 15 de abril, em São Paulo, durante apresentação inédita da Cia Ballet de Cegos, especialmente produzida para este fim e aberta ao público, no Teatro Procópio Ferreira.

Foi uma noite comemorativa, pois a Associação Fernanda Bianchini está comemorando 24 anos, e também de estreias, com Geyza dançando pela primeira vez o pas de deux La Esmeralda, e as bailarinas Poly, dançando pela primeira vez um pas de deux na sapatilha de ponta no palco, e Lamis, que é cadeirante, dançando pela primeira vez, em pé, com a ajuda de um andador.

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Essa história começou em 1995, no Instituto de Cegos Padre Chico. Depois de 7 anos de voluntariado no instituto foi fundada a Associação Fernanda Bianchini – Cia Ballet de Cegos, com a missão de transformar vidas por meio da arte e da dança promovendo a inclusão. Atualmente, o projeto atende mais de 400 alunos de todas as idades, com diferentes tipos de deficiência e de todas as classes sociais e, ao longo de seus 24 anos de história, já impactou mais de mil vidas.

“A nossa base sempre foi a mesma, muito amor e dedicação. Em nossos 24 anos de existência, muito amor foi plantado, muitas sementes germinaram, muitas pupilas começaram a dançar. Umas estão até hoje, como é o caso da Geyza Pereira e da Marina Guimarães, estrelas que brilham e nos orgulham demais”, comemora Fernanda Bianchini.

Suzana de Souza, no Grupo Mulheres do Brasil com informações da Agenda da Dança.

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