Ministério da Agricultura assina acordo de cooperação técnica com CNA e CNI

Sistema de Monitoramento de Atos Normativos também foi divulgado durante o evento

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Na última terça-feira, 2, a CNA (Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil) assinou um acordo de cooperação técnica com o Mapa (Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento) e a CNI (Confederação Nacional da Indústria) para desenvolver um levantamento do conjunto de normas regulatórias de defesa agropecuária. O objetivo dessa iniciativa é identificar os atos normativos e analisar o que pode ser atualizado na área de sanidade para facilitar o acompanhamento da edição de normas. Durante a cerimônia, João Martins, presidente da CNA, afirmou que a iniciativa busca tornar “mais clara a legislação já existente de defesa sanitária”. Para ele, a excessiva quantidade de leis aumenta a burocracia e gera morosidade nos pleitos do produtor rural junto ao Ministério.

Credibilidade

Para João Martins, uma legislação sanitária eficiente dará credibilidade ao Brasil e contribuirá para o acesso a novos mercados. Ele lembrou que o conjunto de leis e decretos que regulamentam as atividades de defesa agropecuária, que conta hoje com 60 mil atos normativos, são antigos e muitos deles se sobrepõem ou se confundem.

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Neste contexto, João Martins destacou o compromisso da ministra Tereza Cristina com o processo de desburocratização e modernização do sistema de defesa agropecuária no país.

O presidente da CNA disse, ainda, que a participação do setor produtivo nas novas normativas, a partir da revogação e simplificação de atos, “é de fundamental importância para o crescimento de um dos setores mais importantes da economia, responsável pelo aumento de receitas públicas, geração de emprego e renda e pelo superávit da balança comercial brasileira”.

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, José Guilherme Leal, destacou a importância da parceria com a CNA para o levantamento de atos normativos que estão ultrapassados e precisam ser melhorados. Segundo ele, o trabalho poderá identificar, inclusive, pontos que não precisam mais estar normatizados e o próprio setor pode se regular. “Se o produtor rural tiver normas mais modernas, embasadas na ciência, vai facilitar a vida e a execução do trabalho que ele tem e a colaboração com o Sistema de Defesa Agropecuária do Brasil”, declarou José Guilherme Leal.

Sisman 

Também foi lançado o Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman). O Sistema de Monitoramento de Atos Normativos (Sisman) é uma ferramenta que compreende 12 etapas, desde a intenção de editar uma regra, passando pela consulta pública, até a sua implementação.

A ideia é oferecer transparência e facilitar a participação da sociedade nos atos de regulação de competência do Ministério da Agricultura.

“O produtor já faz a parte dele. Nós precisamos dar a ele tranquilidade e segurança jurídica para ter renda e mercado. E esse sistema dá credibilidade a um sistema sanitário importante que o mundo inteiro está de olho”, disse o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Marcos Montes.

O vice-presidente da CNA, Mário Borba, o diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), Daniel Carrara, o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi, e a coordenadora de Produção Animal da CNA, Lilian Figueiredo, também participaram da cerimônia.

Fonte: Notícias Agrícolas 

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