Desmatamento avança na Amazônia

Maior floresta do planeta perde cerca de 19 hectares/hora

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O desmatamento continua a devastar a floresta amazônica. Em 2018, o Brasil registrou os maiores números de desarborizarão de toda a história. Desde agosto, esse problema atinge, em média, 52 hectares/dia. Para piorar a situação, os números divulgados na primeira quinzena de maio são os piores no mês em uma década. São 19 hectares/h – o dobro do registrado no mesmo período do ano passado. Nesses quinze dias, 6.880 hectares da floresta foram perdidos. O número equivale a 7 mil campos de futebol.

As informações são do Deter (Sistema de Detecção do Desmatamento na Amazônia Legal em Tempo Real), uma ferramenta do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Especiais). Os dados foram levados ao governo federal, que os confirmou. Os números referem-se à devastação registrada nas unidades de conservação e florestas protegidas que são fiscalizadas por órgãos como Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) e o ICMBio (Instituto Chico Mendes de Biodiversidade).

Governo

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O ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, afirmou que a responsabilidade pela curva crescente no desmatamento é dos governos anteriores. “Ainda não deu tempo de implementarmos nossas políticas”, disse. O Ibama e o ICMBio não se manifestaram sobre o assunto. Especialistas do governo acreditam que o volume do desmatamento em apenas quinze dias pode estar ligado à meteorologia. Segundo os técnicos, os meses de março e abril são períodos de muita chuva. A maior incidência de nuvens dificulta o uso dos satélites que observam o andamento do desmatamento.

Crítica

O pronunciamento do ministro Ricardo Salles para os dados oficiais do desmatamento desagradou e foi rebatida por seu antecessor no Ministério do Meio Ambiente. “Não há surpresas, há tristeza. Quando um governo resolve desmoralizar os agentes do Ibama, desmontar o ICMBio e acabar com unidades de conservação, ele só está dando um sinal verde para o desmatamento”, disse Sarney Filho.

Fonte: Estadão

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