HCN, Hetrin e HEF se consolidam como referência em captação de órgãos em Goiás

Até o momento, as unidades do governo de Goiás realizaram 22 doações de órgãos, contribuindo para a redução da fila de espera nacional por um transplante

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Referências em captação de órgãos, os hospitais estaduais do Governo de Goiás em Uruaçu (HCN), Trindade (Hetrin) e Formosa (HEF) somaram 17 doações de órgãos realizadas somente em 2023.  O número equivale a mais de 15% do total de 113 captações registradas no estado no ano passado.

As captações de órgãos contribuem para a diminuição da fila de espera nacional, na qual 65 mil pessoas aguardam por um transplante. Incluindo as captações de órgãos para doação realizadas em 2022, as três unidades já realizaram 22 procedimentos até o momento.

Os números positivos são resultado do trabalho da Gerência de Transplantes da Secretaria de Estado de Saúde de Goiás (SES-GO) e da forte presença e atuação da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT) nas três unidades hospitalares que atuam sob a administração do Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento – IMED.

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A CIHDOTT desempenha um papel fundamental na descentralização do processo de transplantes de órgãos, uma vez que as equipes que a compõe se encontram dentro da instituição notificante, possibilitando uma identificação precoce dos pacientes em possível morte encefálica e o início do protocolo para diagnóstico. A presença dessas Comissões proporciona o aumento no número de notificações, promove o acolhimento familiar e potencializa as autorizações familiares para a doação.

Do total de 22 captações de órgãos para doação, 14 delas foram realizadas no Hospital Estadual do Centro-Norte Goiano (HCN), em Uruaçu; 5 no Hospital Estadual de Formosa (HEF) e mais 3 doações no Hospital Estadual de Trindade Walda Ferreira dos Santos (Hetrin).

Segundo Katiuscia Freitas, gerente da Central Estadual de Transplantes, o progresso nos números alcançados pelo estado reflete a sensibilidade das famílias doadoras, somada aos investimentos em treinamentos e capacitações para a equipe. “A Central de Transplantes de Goiás continua dedicada a sensibilizar a população sobre a importância da doação de órgãos, ao mesmo tempo em que assegura uma logística eficiente para o sucesso desses procedimentos. Cada doação representa um passo em direção a um futuro mais promissor e saudável para aqueles que aguardam na fila de espera”, ressalta ela.

IMED - Instituto de Medicina, Estudos e Desenvolvimento gere o HCN, Hetrin e HEF que são três unidades de saúde do Governo de Goiás
Equipe de cirurgia realizando o procedimento de captação de órgãos no HCN. (Foto: Divulgação/IMED)

No HCN, somente em dezembro de 2023, foram realizados cinco procedimentos em um único mês, consolidando o hospital como referência em captação de órgãos no estado. A unidade hospitalar em Uruaçu vem desempenhado um papel fundamental na promoção da doação de órgãos e no salvamento de vidas por meio de transplantes.

“Estamos comprometidos em promover a captação de órgãos como parte integrante de nossa missão de salvar vidas. Em nossas unidades hospitalares, buscamos contribuir para o aumento das doações de órgãos com uma equipe altamente qualificada, que atua com ética, empatia e respeito na abordagem das famílias envolvidas. A doação de órgãos proporciona esperança e oportunidade de recomeço para aqueles que aguardam por um transplante”, ressalta o diretor-geral do IMED, Getro Pádua.

 

Doação de órgãos

Até então, o maior número de doadores de órgãos no estado de Goiás havia sido registrado em 2018, quando foram contabilizados 89 doadores. No ano de 2023, esse número aumentou para 113 doadores de órgãos, chegando a um novo recorde para o estado e representando um aumento de 39,5%. No mesmo ano, mais de 830 transplantes de órgãos e tecidos foram realizados em Goiás, marcando um aumento de 46,9% em comparação com os procedimentos efetuados em 2022, conforme dados da Gerência de Transplantes da Secretaria de Estado da Saúde de Goiás (SES-GO).

A posição da pessoa na fila depende de diversos fatores, tais como compatibilidade, idade, doenças associadas e grau de urgência, conforme avaliação da equipe cirúrgica e sempre com o conhecimento do receptor. Quem regula a fila é o Sistema Único de Saúde (SUS) e os órgãos doados vão para pacientes que aguardam nessa fila nacional única, controlada pelo Sistema Nacional de Transplantes.

A atitude de doar órgãos é um gesto de amor que tem o poder de salvar vidas. Portanto, é crucial comunicar aos familiares o desejo de se tornar um doador, proporcionando esperança e oportunidade de recomeço para aqueles que aguardam por um transplante.

 

Assessoria de Comunicação do IMED

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