Uso sustentável de florestas marca maior encontro de pesquisadores da área

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Pela primeira vez na América Latina, o XXV Congresso Mundial da União Internacional de Organizações de Pesquisa Florestal (IUFRO)  começou oficialmente na última segunda-feira, 30, em Curitiba. A preocupação com a pressão sobre as florestas e como a pesquisa científica pode contribuir para elaboração de políticas públicas foram os principais enfoques dos discursos da cerimônia de abertura, na Expo Unimed.

Evento

Com o tema “Pesquisa Florestal e Cooperação para o Desenvolvimento Sustentável”, o evento é realizado pela IUFRO , com apoio da Embrapa e Serviço Florestal Brasileiro (SFB), além de outras instituições parceiras. “As mudanças climáticas e o crescimento da população mundial aumentam a pressão por recursos florestais. São desafios que se tornam cada vez mais complexos que não podem ser superados sem colaboração entre cientistas de diversas áreas e países”, afirmou Mike Wingfield, presidente da IUFRO, entidade não governamental e sem fins lucrativos, que congrega mais de 15.000 cientistas em quase 700 organizações associadas, em 126 países.

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Cenário florestal

Segundo o chefe-geral da Embrapa Florestas, Edson Iede, o Brasil ocupa uma posição proeminente no cenário florestal. “São dez milhões de hectares de florestas plantadas. O setor de pesquisa permitiu, nos últimos 30 anos, que nos tornássemos referência em produção florestal e ainda temos uma vasta área de florestas naturais. Esse congresso  permite a troca de experiências e promove a integração das pesquisas florestais tanto no Brasil, quanto no mundo”, declarou.

Para o governador do Paraná, Carlos Massa Ratinho, é uma grande oportunidade para o estado receber o maior congresso de pesquisa na área florestal. “O Paraná, historicamente, desde a década de 1940 tem se dedicado as questões florestais, em diversas áreas e com muita pesquisa.  Nós temos grandes grupos empresariais que trabalham desde reflorestamento até o setor moveleiro, que gera renda e emprego. O setor  florestal é muito importante para o Brasil e para os diversos países do mundo. Esse congresso no Paraná só reforça o potencial do nosso estado e o potencial do Brasil para esse mercado mundial”, disse.

O diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro (SFB), Valdir Colatto, representou a  ministra da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Tereza Cristina e destacou as políticas públicas voltadas para o setor florestal, como Cadastro Ambiental Rural (CAR), e as concessões para exploração florestal. “São instrumentos valiosos para que haja sinergia entre o setor de pesquisa e o setor governamental e por isso esse congresso se torna tão oportuno”, afirmou.

O presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Newton Silva Júnior, também reforçou a relação das pesquisas florestais com a formulação de políticas públicas, como Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPM-Bio) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) que geram renda para agricultores familiares. “Só é possível conservar as florestas quando não houver fome entre as pessoas que nelas vivem”.

Curitiba: capital verde

Escolhida para sediar o XV Congresso Mundial de Florestas, Curitiba é conhecida pela sua agenda verde e esse ponto foi destacado pelo prefeito Rafael Greca.  A capital paranaense conta com 51 parques,  27 Reservas Particulares de proteção ao Patrimônio Natural (RPPNs).

“Isso resulta em mais 206 milhões de metros quadrados de maciços verdes, com bosques, praças, áreas de preservação ambiental e refúgios. A meta da Organização das Nações Unidas (ONU) é de 36 metros quadrados de verde urbano por habitante, mas Curitiba tem 60 metros quadrados e somos sede de uma escola de florestas de grande tradição desde 1912, quando a Universidade Federal do Paraná (UFPR) foi criada. Tudo isso faz de Curitiba um ponto de referência no Brasil para preservação ambiental. A presença desses mais de 2.500 cientistas, de mais de 70 países, é uma honra para a cidade”.

Números do Congresso

A programação do congresso segue até sábado,  5 de outubro e serão realizadas cinco plenárias com palestrantes de renome mundial, 20 subplenárias, 190 sessões técnicas com apresentações de mais de 4 mil trabalhos em forma oral e pôster, 23 excursões técnicas, além de 30 eventos e reuniões paralelas. Toda a programação estará distribuída em cinco temas estratégicos: “Florestas para as Pessoas”; “Florestas e Mudanças Climáticas”; “Florestas e Produtos Florestais para um Futuro Mais Verde”; “Biodiversidade, Serviços Ambientais e Invasões Biológicas”; e “Florestas, Interação com o Solo e Água”.

Fonte: Embrapa

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