Arte recicla teclas de computador

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Erik Jensen é um artista que cria peças únicas de arte feitas a partir das teclas de computador, que nem as empresas de reciclagem podem reutilizar. Ele usa um processo autoral que começou ainda na faculdade, em 2013, quando ele cursava arte na Universidade de Utah, nos Estados Unidos.

Depois de limpar os teclados antigos, Jensen tira as teclas, tinge as peças de várias cores, e reorganiza tudo em um design único que de longe forma uma imagem e de perto porde ser entendida como arte abstrata e até lida, já que ele “esconde” palavras no quadro.

O resultado impressiona: pela beleza e pela sustentabilidade. “Eu gosto de criar a partir de coisas que aparentemente não servem mais”, diz o artista que fez do hobby uma profissão e aceita encomendas personalizadas pelo seu site.

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SOBRE O ARTISTA

Erik Jensen nasceu surdo. Seu talento para as artes plásticas ele descobriu ainda jovem e por isso decidiu investir na carreira. Jensen se formou na Utah Valley University, em Art Education em 2017. No ano seguinte montou seu estúdio profissional.

Seu currículo diz que “ele começou a fazer arte quando foi capaz de pegar coisas”. Incentivado pela mãe Jensen buscou aulas particulares na adolescência. Sua primeira experiência bem sucedida foi no  ensino médio, quando ganhou seu primeiro prêmio com um trabalho em cerâmica. Até se profissionalizar, o artista foi incentivado a participar de concursos e exposições amadoras.  Ele participou de todas as mostras anuais de arte durante a faculdade, até ter certeza de esse era seu caminho profissional.

SUCATA ELETRÔNICA

O trabalho artístico de Jensen chama atenção para um problema crescente: o descarte de material eletrônico que não vai para a reciclagem, como o teclado cos desktops. Segundo dados da ONU de 2016, o Brasil jogou fora 1,5 milhão de toneladas de eletrônicos e dentro do ranking nacional São Paulo lidera com 448 mil toneladas por ano, seguido por Rio de Janeiro, com 165,2 mil toneladas e Minas Gerais com 127,4 mil toneladas. O problema é que apenas 20% de todo esse montante foi reaproveitado, o restante foi parar em aterros sanitários.

 

 

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